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IAB discutiu áreas ambientais protegidas e Plano Diretor de Porto Alegre

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Na última quarta-feira (04/06) o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB RS) promoveu um debate sobre áreas territoriais protegidas, corredores ecológicos e sua inserção no Plano Diretor de Porto Alegre.
O evento teve como palestrante a bióloga Patrícia Witt, gestora da Reserva Biológica do Lami – José Lutzenberger (SMAM) e os debatedores Karin Potter, bióloga da Metroplan, e Carlos Paganella, promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente.

Para Witt, o reconhecimento público da importância da Reserva Biológica, permitindo a difusão do conhecimento sobre esta biodiversidade única de Porto Alegre, deixa aberto para as gerações futuras novas responsabilidades em termos de preservação ambiental.

A bióloga informou que as reservas biológicas não são abertas ao público, mas isso não significa que as pessoas não possam participar. Ela destacou que a Reserva do Lami cumpre seus objetivos com seu plano de manejo. E também esclareceu sobre o tema Reserva Legal, falando das áreas correspondentes aos imóveis rurais no Brasil, e a questão do uso sustentável de recursos naturais, além da reabilitação e conservação dos processos biológicos.

A bióloga Karin Potter, da Metroplan, destacou que falta comprometimento técnico na hora da produção de laudos destas áreas. “Infelizmente existem técnicos despreparados que informam dados errados. Já ocorreu de encontrarmos uma área com uma Figueira de 100 anos que não constava no laudo”, citou Potter como exemplo.
O debate também abrangeu o tema da Lei da Mata Atlântica. “Existe uma mapa do IBGE que identifica as formações vegetais da Mata Atlântica e isso vale para aplicar principalmente nas áreas da Zona Sul de Porto Alegre, que tem essa característica” disse Witt, destacando ainda o fato e que a região sobre uma expansão imobiliária.

Para o promotor Paganella, a Zona Sul de Porto Alegre é uma região de tensão. “A Restinga, por exemplo, é considerada Mata Atlântica de acordo como mapa do IBGE, no entanto, no licenciamento, o empreendedor não considera isso”, criticou. Para ele, a lei que prioriza o meio ambiente e limita as áreas de construção deveria ser mais respeitada.  “Tive acesso a várias licenças ambientais e nunca vi um técnico contratado por empresários do setor imobiliário fazer este tipo de parecer referente a Lei da Mata Atlântica”, informou.

A proposta do IAB-RS foi ampliar o debate do tema que é bastante atual e polêmico, considerando a discussão em torno das áreas rurais, da alteração do plano diretor e da construção de grandes condomínios nessas zonas.
Participe das programações das Quartas do IAB, que ocorre semanalmente na sede da entidade na Rua General Canabarro n° 363, no centro de Porto Alegre.

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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