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Os eixos e a cruz – Crônica de Francisco Riopardense de Macedo

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Alguns princípios gerais devem existir para um programa de evolução urbana e alguns destes merecem mais atenção do que outros, tal como dizia Henry Poincaré, no campo das ciências exatas sobre as geometrias: “todas são certas, mas escolhemos apenas a que produz maiores efeitos, isto é, a que foi mais eficaz.” Valem, por isso, algumas constatações preliminares. A cidade é uma realidade espaço temporal que registra os eventos comunitários, na sua relação com a terra e com seus vizinhos, através dos equipamentos de ensino, saúde, segurança e recreação, entre outros. E assim como as geometrias servem os axiomas delas, à evolução urbana serve o seu axioma fundamental: “as coisas não valem em si, valem pela relação entre elas, pois através desta que a função se efetiva”. Daí porque sempre se há de considerar o espaço aberto e o espaço fechado: a função interna transborda para o espaço aberto e a função externa invade o espaço fechado. Porto Alegre tem exemplos dignos de nota. O estudo de sua estrutura e dos seus eixos principais os destaca quando examinados superficialmente. Em ordem cronológica seus dois primeiros espaços, com uma distância-tempo entre eles de aproximadamente setenta anos, figuram em dois eixos quase paralelos, o mais antigo teria sua origem no trapiche, que mais tarde seria a Praça da Alfândega, e o segundo, partindo da Praça da Matriz, incluiria a Ladeira, que também foi rua do Ouvidor, cruzava a rua da Praia em ponto bem próximo do primeiro. Estes dois eixos eram, funcionalmente, o acesso ao centro cívico-trapiche/matriz – e, formalmente uma cruz quando se relaciona com a linha d’água. Uma cruz que reúne os primeiros espaços que a história consagrou no estudo da evolução urbana. Francisco Riopardense de Macedo

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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