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A Gestão Urbana frente à Excepcionalidades

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Mesmo com a chuva, repetiu-se um significativo número de participantes e também, como no primeiro encontro, pelos ânimos da platéia, os debates se prolongaram além do horário estabelecido. A coordenação da mesa esteve a cargo da arquiteta LAÏS SALENGUE, com uma história profissional de planejadora pública bastante conhecida e reconhecida em órgãos como o BNH e Metroplan, e como professora da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, em disciplinas vinculadas ao espaço urbano. E os debatedores convidados foram os arquitetos: – ROGÉRIO MALINSKY, igualmente com um currículo destacado que inclui diversos projetos como o do Parque Marinha do Brasil, a atuação em órgãos públicos de planejamento e como professor da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, em disciplinas vinculadas ao espaço urbano; – NÍVEA OPPERMANN PEIXOTO, que desenvolve suas atividades profissionais como técnica da Coordenação de Projetos Especiais de Transportes da Metroplan e também, agora, como professora do curso de Arquitetura da Unisinos. Laïs Salengue deu início aos trabalhos, saudando a platéia, apresentando os palestrantes e explicitando o debate da excepcionalidade da gestão urbana, hoje com foco na questão da Copa do Mundo de 2014 que terá lugar na nossa cidade. A arquiteta salientou as dificuldades sempre existentes na efetiva implantação de projetos de médio e longo prazo, fundamentais para uma cidade, devido a ações poucas vezes concertadas entre as diversas instâncias do poder público (municipal, estadual e federal) e do descolamento entre o conhecimento técnico e a atuação política, seja ela pública ou privada. Nívea Oppermann Peixoto apresentou, com o apoio de diversos mapas e dados de pesquisas, o Plano Integrado de Transportes desenvolvido pela Metroplan, hoje em fase de conclusão. Comparou-o às diversas propostas elaboradas nos âmbitos estadual e municipal, concluindo pela inviabilidade de implantação de qualquer um deles, pois a partição política das diversas secretarias e âmbitos decisórios não permite que estas conversem entre si e elaborem objetivos comuns. A decisão de começar a construção do anel do metrô pelo ramal sul é uma decisão que privilegia o evento Copa do Mundo 2014, mas, de acordo com a arquiteta, todos os indícios apontam para a necessidade de contemplar o grande crescimento populacional verificado ao longo do eixo Lomba do Sabão-Alvorada. No momento, para o caso de Porto Alegre, a simples racionalização do transporte por ônibus, com a utilização de veículos de mais capacidade, poderia satisfazer as demandas de longo curso. Rogério Malinsky começou sua participação apresentado trechos de um artigo escrito pelo colega Rômulo Krafta (também presente na platéia e que foi presidente do IAB-RS na gestão 1986-87), que por seu interessante conteúdo logo publicaremos na secção Opinião, deste site, com a devida autorização do autor. Em sequencia, Malinsky discorreu amplamente – e trouxe exemplos significativos – sobre as dificuldades enfrentadas pelas equipes de planejamento, sempre sujeitas, de uma forma ou de outra, a excepcionalidades na gestão urbana. Que podem ser aproveitadas, a exemplo da implantação do Pólo Petroquímico de Triunfo (dos anos de 1970), para avançar conceitualmente em certos temas, como no caso da preservação do meio ambiente natural e cultural daquele município. E, ainda, mesmo que certos objetivos administrativos não sejam plenamente atingidos, que se aproveitem estas ocasiões para a capacitação do corpo técnico das instituições. E concluiu trazendo alguns termos fundamentais para que um processo de gestão urbana possa ser bem sucedido: transparência, vontade política, atuação forte e decidida de indivíduos e/ou grupos na defesa de propostas importantes para a cidade. E, nesse particular, salientou a histórica presença do IAB como entidade sempre presente na discussão destas questões. O debate incluiu algumas intervenções do público presente. Entre elas a reivindicação de uma participação popular legítima e significativa no processo de planejamento e a importância de considerar outros parâmetros no projeto de um sistema de transportes: a conveniência e o conforto da população, que não aparece com o devido e necessário destaque nos planos propostos. Confira a seguir a galeria de fotos do evento e agende-se para o terceiro encontro, dia 29 de julho de 2009, “A Vida Cultural e Suas Possíveis Trajetórias”. Este encontro será coordenado pelo arquiteto Paulo Renato Silveira Bicca e que terá como debatedores o crítico de cinema e economista da Fundação de Economia e Estatística ENÉAS COSTA de SOUZA e o escritor e professor do Instituto de Letras/UFRGS, LUIS AUGUSTO FISCHER.

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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