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BISTURIS, BATUTAS E URBANIDADE – Versão Integral

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BISTURIS 1 , BATUTAS 2 E URBANIDADE 3
O Teatro da OSPA será transferido de local. Recebemos esta notícia como uma sucessão ruidosa de movimentos descompassados e arrítmicos. Um novo projeto brota assim, do nada, com a forma de uma caixa de sapatos, de acordo com as mais modernas tecnologias(!), junto ao conjunto de prédios tombados da Antiga Cervejaria Brahma (ex-Irmãos Bopp), inserido em um contexto urbano já complicado e trombótico, prestes a se romper.
De profundo conteúdo e atual, urbanidade refere-se não somente à questões urbanas em si, mas à relações humanas, conforme consta nos dicionários: delicadeza; civilidade; cortesia; afabilidade. Comparar o trabalho de um urbanista com o de um médico cirurgião é bem plausível. De um lado a lapiseira, do outro o bisturi. Aqui o paciente chamado cidade, ali um indivíduo. Devemos supor que um bisturi será usado com delicadeza, afinal o corpo humano é sensível; com civilidade e cortesia, já que não desejamos ser trucidados numa mesa cirúrgica; e, estando como pacientes nesta situação, que nos tratem com afabilidade, afinal, somos humanos. O urbanista, ao traçar por sobre a cidade, o faz com o mesmo sentimento e habilidade.
A partir do corte realizado por um cirurgião, sua equipe move-se em diversas tarefas que têm um objetivo comum: salvar aquela vida. Diante do maestro, os músicos executam, compasso a compasso, toda a sua habilidade e conhecimento, acompanhando o movimento da batuta também com um objetivo comum: executar a peça musical com a precisão, fidelidade e beleza esperadas. Não imaginaríamos diferente. Nem sequer cogitamos que uma cirurgia possa ser realizada tendo na equipe violinistas, flautistas e pianistas. Tampouco que uma orquestra será composta por enfermeiras, anestesistas e cirurgiões. Também não acreditaríamos que uma operação cirúrgica iniciasse pelo corte sem antes o paciente ter sido preparado, anestesiado, enfim; sabemos que para atingir ótimos resultados em tudo o que fazemos é necessário o conhecimento das etapas a serem cumpridas e sua ordenação.
Certa e histórica vez, em 24 de outubro de 1933, terceiro aniversário da vitória de Revolução de 1930, proferiu o paraninfo de uma turma de formandas do Conservatório de Música, o professor Tasso Corrêa, no auditório do Instituto de Belas Artes lotado: ” a situação da atualidade era calamitosa “. Referia-se ao fato de que pertenciam à classe profissional de médicos as últimas direções daquela escola e, enfaticamente sugeriu que então o Instituto de Medicina fosse dirigido por pintores, escultores, músicos. Tal ato culminou na sua expulsão do Instituto de Belas Artes no dia posterior.
Não desejamos novamente uma situação destas. Tasso Corrêa estava com a razão. Com sua lucidez e ousadia demonstrou o conhecimento pleno da situação, mostrando que, antes de tudo, nenhuma instituição poderia prescindir de uma direção efetivamente integrada com os conteúdos que ali são tratados. Sua reflexão traz à tona quase seis mil anos de história. Nos faz lembrar de como os ‘mercadores’ têm sido os maiores beneficiados com a ‘arte’. Ainda hoje, a situação se mantém. E ficaremos pasmos como espectadores surdos na platéia de uma sinfônica?
A História e a Realidade nos mostra que, infelizmente, vivemos separados por um abismo quântico de uma cultura mais evoluída. Cito como exemplo: em 1524, Michelangelo, Sansovino e Palladio participaram do concurso para a Ponte do Rialto. E perderam! Outro: no verbete escrito por Viollet-le-Duc sobre restauração, publicado no Dictionaire Raisonné de l’Architecture Française du XV au XVI siècle, editado entre 1854 e 1868, a introdução desse livro descreve que, em 1844, ele ganhou o concurso para a restauração da Notre-Dame de Paris . Exatamente. Um concurso de arquitetura no século XVI e outro no século XIX. Enquanto isso, quase duzentos anos depois – e talvez séculos separados de Veneza e Paris – , em Porto Alegre um cirurgião decide o local e a forma de um teatro.
Estamos convivendo com uma operação sem plástica, em que é enxertado um abcesso em forma de caixa de sapatos, é rasgado o tecido urbano gerando desmedida cicatriz, consolidado verdadeiro nó neste sistema viário em iminente trombose! Isso apenas considerando o aspecto local, halopático dessa intervenção, ou melhor, operação. Não creio que qualquer doutor que se preze permitiria tamanha intromissão no trato com algum de seus pacientes. Ora, a cidade é um paciente. E os doutores que a analisam, diagnosticam e curam suas enfermidades são os arquitetos e urbanistas. Será que estes não sentem-se ofendidos? Creio que sim. Ofendidos por nem sequer terem sido consultados. Mais ainda pelo, digamos assim, curandeirismo urbano.
A direção da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre – OSPA – é atualmente conduzida pelo Sr. Ivo Nesralla, médico cardiologista, que exerceu a presidência da 2ª Bienal de Artes Visuais de Porto Alegre (de nov/1999 a jan/2000), entre outras funções públicas nos governos anteriores. Este doutor é conceituado em seu meio profissional e, talvez mais, no meio artístico no qual tem ocupado posições administrativas de destaque. Ao assumir a OSPA neste ano de 2003, imediatamente tratou de trazer um dos grandes mestres brasileiros, o maestro Isaac Karabtschevsky para, não só reorganizar nossa orquestra, como devolver-lhe o brilho que um pouco se desbotara. Trouxe também com isso uma enorme atenção da mídia e, por conseguinte, despertou o interesse de grandes empresas patrocinadoras, chegando a captar cerca de 25% dos 10 milhões que afirma necessários para a construção da nova sede4. Realmente, para os amantes desta arte, tal ato gerou um ânimo novo, corações pularam de emoção ao saber que teriam a oportunidade de aqui conferir o mestre em ação. Os próprios músicos desta orquestra viram-se desafiados a melhorar seu desempenho a fim de garantir sua participação neste apoteótico re-início e orgulharem-se de estar sob a batuta do inigualável maestro. Uma grande sacada do ilustre doutor. E, bem, o maestro Isaac não iria morar em Porto Alegre, nem tampouco deixaria de lado sua incansável rotina pelos teatros do mundo, e sabe cobrar muito bem: algo em torno de duas dezenas de mil dólares mensais. Porém, diante da situação que doutor Ivo encontra a cultura no Estado, especialmente a situação paupérrima da OSPA, pareceu-lhe que uma dupla dose de adrenalina iria estimular fortemente este órgão do Estado, mesmo sabendo que provavelmente faltariam recursos para manter este paciente até que receba a alta. A alternativa? Entregou a batuta ao Grande Maestro. Elegeu o trombone assoprando-o com intenção vibrante para que o mundo ouvisse ou, pelo menos, que os gaúchos ouvissem sua heróica tentativa de soerguer a sinfônica do quase inaudito desespero, voltar-lhe os holofotes e recheá-la dos cifrões necessários para sua nova sede.
Sim. A nova sede da OSPA, que fora objeto de concurso público nacional de arquitetura em 1998, promovido pelo Governo do Estado através da Secretaria da Cultura e organizado pelo IAB-RS, localizaria-se junto à Usina do Gasômetro. Não que esta sede escolhida justa e democraticamente entre as melhores propostas em nível nacional através do concurso público tivesse de ser a construída agora, até porque hoje, no mesmo local, instalar-se-á – dizem – o complexo gastronômico idealizado por conhecido, rico e jovem empresário do ramo das diversões e embalos da noite portoalegrense. O que de fato lamentamos, e nossos corações por isso sofrem mais uma vez, é perceber que todo o tino empreendedor do atual presidente da OSPA não está sendo suficiente para compreender que para orquestrar a sinfonia que propõe é necessário que todos os integrantes da equipe participem ativamente do processo, contribuindo com suas habilidades, conhecimentos e competências para um resultado realmente eficiente e adequado, tanto do ponto de vista administrativo, estratégico, quanto técnico, político e, principalmente cultural. Já que este é o fim ao qual se destina. E posso afirmar, não foi por falta de avisos e tentativas de fazer chegar-lhe esta informação, esta necessidade. Não foi somente o IAB-RS5 que manifestou-se em nome da arquitetura, da cidade e dos arquitetos, mas os autores do projeto vencedor do antigo Concurso Teatro da OSPA também. Eu, mesmo que indiretamente, também e, através destas linhas, mais uma vez, ainda que tarde, porém em tempo.
Talvez o corpo médico para o paciente OSPA não estivesse completo. Talvez seu maestro, empunhando um bisturi ao invés da batuta, tenha seccionado algum trecho importante da partitura. Talvez o Dr. Ivo não esteja conseguindo manter-se bem informado. Mas o que de fato verificamos fere nossos ouvidos e corações. Talvez nossos olhos venham a ser feridos também num futuro próximo, quando tivermos de nos deparar com a imensa construção que é, naturalmente, uma “sphonic hall”, junto aos magníficos prédios legados a nós pelo arquiteto alemão Theo Wiedersphan, patrimônio tombado pelo município, restaurado com verba da Cultura do Estado6, apoio de empresas sérias, competentes profissionais e que fazem parte da paisagem urbana, e portanto cultural, daquela área da cidade. Cujo cenário nada mais é que outro patrimônio ambiental, portanto também cultural, formado pelo Morro Ricaldone e adjacências, tais como a arborizada e saudável rua Gonçalo de Carvalho. Este conjunto formado por edificações de alto valor artístico, histórico e arquitetônico, somado ao grandioso cenário que a natureza nos oferece, representa um patrimônio de inestimável valor que deve, sob todos os aspectos, ser respeitado, mantido e preservado. A Prefeitura Municipal, através dos seus órgãos e secretarias competentes, em nome dos cidadãos, da cidade e da preservação do interesse maior do ambiente e da cultura, deverá olhar com muita atenção esta proposta, e não permitir que seja prejudicado o patrimônio que à cidade e aos cidadãos pertence.
Do Governo do Estado esperamos a devida atenção, além de urgente ação, fazendo-se valer dos ensinamentos milenares do Grande Arquiteto que o orienta.
É certo afirmar que nós, arquitetos e urbanistas, olhamos a cidade muitas vezes tal qual médicos observam pacientes deitados numa cama. Aliás, ao vermos a cidade de cima, referimo-nos à suas ruas, avenidas e praças como traçado, como tecido urbano. O trânsito, ou sistema viário, é comparável ao sistema circulatório de nosso próprio organismo. Tantas vezes em nosso quotidiano profissional refletimos, conceituamos e riscamos por sobre este tecido. Com objetivos, idéias e intenções, traçamos os prováveis caminhos mais coerentes e interligados a um futuro aprazível e promissor para a cidade em questão. Sim. Somos verdadeiros cirurgiões urbanos quando realizamos os necessários cortes e suturas, nós e pontos que garantam a longevidade esperada para este ser/cidade que tratamos continuamente, indefinidamente, até o fim de nossas vidas. Ser urbanista é estar disposto a não viver o suficiente para ver sua obra concluída. é não desejar que uma obra – a cidade – se conclua, chegue ao fim, já que é viva, orgânica e constantemente em mutação, mas que evolua satisfatoriamente. Que até mesmo nos surpreenda com resultados mais positivos do que os esperados! é contribuir com uma vida em dedicação à melhor condição de vida à populações.

Cumprimos essa tarefa como arquitetos e urbanistas e, como tal, interferimos em diversas áreas da sociedade, tais como política, economia, administração… assim como nas áreas sociais, humanas, de ensino, tecnológicas e culturais.

Arquitetura é ciência e é cultura. Tem relação direta com a formação da sociedade e promove seu desenvolvimento tecnológico e cultural. Seja através da preservação do patrimônio e da memória, quanto pela proposição de novos e contemporâneos modelos a serem implantados, seguidos, considerados em conjunto aos demais setores da sociedade, ampliando o espectro de compreensão necessário à tomadas de decisão sobre os rumos de desenvolvimento urbanos e culturais de uma cidade e população. Esta atuação é inerente à profissão que escolhemos. Fomos treinados e formados para essa tarefa de garantir a urbanidade, na real acepção do termo, nem só nos referindo à questões urbanas7 propriamente, mas de como estas questões estão inteiramente envolvidas com as relações humanas. Todo mundo tem direito à arquitetura!

Para desfrutarmos dos mágicos momentos proporcionados pela execução de uma peça musical são necessários, além de anos de estudo e treinamento, horas e horas de ensaio pelos integrantes da complexa equipe que faz uma orquestra sinfônica. Pergunto-me por que, ao ser tratado de um espaço em que se preza a organização – a orquestração de diversos agentes dos diversos setores da sociedade -, o ensaio não aconteceu! Notadamente faltaram os arranjos, a batuta foi substituída por um bisturi, os ensaios não existiram, a cortina se abriu por encanto, a estréia já aconteceu, mas havia ninguém em cena. A partitura está inacabada, talvez mal começada.

Sim. Desejo, como muitos, que Porto Alegre tenha um adequado espaço para sediar sua Orquestra Sinfônica, a nossa OSPA! Tão famosa, tão querida, tão protagonista de históricos momentos, tão realizadora de memoriais encantos que hão de existir e perdurar na memória e corações de tantos amantes das artes. Principalmente neste caso, da execução ao vivo de peças musicais – sonatas, concertos, sinfonias, balés e óperas sublimes – produto inigualável da criação humana. E também desejo que sua sede seja a mais elegante e eficiente do mundo! Que esteja corretamente inserida no contexto urbano e ambiental da cidade e, mais ainda, que esteja efetivamente identificada com a cultura. Desejo que o novo Teatro da OSPA tenha o respaldo da Lei8, do Estado, dos cidadãos e da comunidade das artes e da arquitetura e, para isso, desejo que a nova sede da OSPA nasça através de um Concurso Público Nacional de Arquitetura, atendendo a legislação federal vigente e legitimando-se junto à sociedade. Tenho a clara convicção de que todos os esforços empreendidos pela presidência deste órgão do Estado serão devidamente recompensados pela afabilidade, civilidade e delicadeza com que o bisturi será deixado de lado, proporcionando aos arquitetos que ergam suas lapiseiras antes de tudo, a fim de que a população deste Estado tenha a oportunidade de, num futuro próximo, assistir o maestro alçar sua batuta dando início ao primeiro movimento com dignidade, respeito e ética.

Iran Rosa
arquiteto e urbanista
Vice-Presidente IAB-RS
Conselheiro de Estado da Cultura – CEC/RS

Porto Alegre, novembro de 2003.
Esta é a Versão Integral do artigo publicado na Revista Aplauso nº52 (file:///C:/conteudo%20iab%20atual/iab/www.iab-rs.org.br/artigo/index9930.html?art=330)

* 1. Bisturi: do Fr. bistouri . s. m., escalpelo; pequeno instrumento cirúrgico para fazer incisões.
* 2. Batuta: do It. battuta , compasso; s. f., varinha com que os maestros regem as orquestras ou os coros.
* 3. Urbanidade: do Lat. urbanitate . s. f., qualidade do que é urbano; delicadeza; civilidade; cortesia; afabilidade.
* 4. Revista APLAUSO, ano 6, Nº 51, 2003, pág.20: “O novo teatro da Ospa”; e Jornal Zero Hora (20/nov/2003), Segundo Caderno, Contracapa: “Casa Nova”.
* 5. IAB-RS: Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul – www.iab-rs.org.br (file:///C:/conteudo%20iab%20atual/iab/www.iab-rs.org.br/index.html) , através de ofício do Sr. Presidente Arq. José Albano Volkmer.
Ver em: www.iab-rs.org.br/info/info-0903-3.html (file:///C:/conteudo%20iab%20atual/iab/www.iab-rs.org.br/info/info-0903-3.html)
* 6. Através da renúncia fiscal, benefício concedido pela Lei de Incentivo à Cultura – Sistema LIC – RS, projeto aprovado pelo Conselho Estadual da Cultura – CEC/RS.
* 7. Urbanas: do Lat. urbanu. adj., relativo a cidade; próprio de cidade. Fig., cortês; civilizado; polido;
* 8. Especialmente da Lei Federal Nº 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos realizados pelaadministração pública. Principalmente no que diz respeito à produção intelectual, no caso um projeto de arquitetura , que não pode ser medido, avaliado, como se fosse tijolo, cimento, etc…, ou seja, por preço. é exigida a modalidade concurso (Cfe. Parágrafo 4º, Art. 22) para a contratação deste tipo de “serviço técnico profissional especializado” (Cfe. Parágrafo 1º, Art. 13). A lei não se refere em momento algum à palavra “arquitetura”, mas sim a “obras e serviços de engenharia”! A lei exige um projeto para que a obra seja licitada, porém não determina como obter esse projeto. Ora, nossa pergunta é justamente essa: ” de onde origina-se o projeto? “. Justa e democraticamente, ainda mais por se tratar de obras públicas, o projeto deve originar-se através de um Concurso.
Ver em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm)

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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