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IAB: Cidade e Cultura

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Caros colegas, amigos e familiares,

É com grande satisfação que recebemos a todos aqui no Solar do IAB para esta cerimônia.
Acabamos de assumir a enorme responsabilidade de dirigir pelos próximos 2 anos o Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio Grande do Sul, gestão 2012/2013.

O Brasil atravessa um período inédito de crescimento econômico e de prosperidade social que vem melhorando a distribuição da riqueza e alcançando alguns importantes avanços em outras áreas.
Em nossa área de atuação conquistamos recentemente importantes avanços na legislação.
§ A Emenda Constitucional Nº 26/2000, inseriu na Constituição a Moradia como um dos direitos fundamentais dos brasileiros;
§ O Estatuto da Cidade – Lei 10.257/2001 – consolidou uma política urbana nacional e criou uma série de instrumentos para gestão da cidade democrática, infelizmente ainda sem efeitos concretos significativos;
§ A reconstrução do sistema de planejamento com diversas iniciativas como o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – SNHIS, a obrigatoriedade de Planos Diretores para os municípios e o incentivo aos Planos Setoriais de habitação, mobilidade, ambiental e de saneamento;
§ E, principalmente, a Lei da Assistência Técnica Pública e Gratuita para famílias de baixa renda, projeto nascido aqui no Rio Grande do Sul, na iniciativa dos colegas Clovis, Fayet e Casaccia.

Comemoramos, também, um ano da aprovação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo – a Lei 12.378/2010 – o CAU.
Nossos representantes no CAU estão se dedicando intensamente à construção do novo Conselho e sua efetiva implantação a partir do ano que se inicia. O colega Haroldo Pinheiro tomou posse ontem como Presidente do CAU-BR, sendo esta data de 15 de dezembro, coincidente com o aniversário de 104 anos do mestre Oscar Niemeyer.
No Rio Grande do Sul, a retumbante vitória da Chapa 3, na recente eleição, apenas veio referendar o apoio massivo dos arquitetos gaúchos e brasileiros à demanda histórica pelo conselho próprio, e às nossas propostas históricas para o CAU. Esta vitória eleitoral foi fruto, assim como no período de aprovação da Lei, da união das nossas entidades de classe, que deve ser mantida e aprofundada.
Agora, a missão do CAU é seguir dando o exemplo de democracia e organização do período de transição e das eleições e aplicar esta competência para a implantação da fiscalização e registro dos profissionais e execução da plataforma vitoriosa nas eleições. Temos notícias confiáveis de que não acontecerá o tal “apagão” pelo qual uns poucos torciam. Os desafios são enormes e a expectativa dos profissionais também. Ambos somente serão atendidos com muito trabalho e com o aprofundamento da união dos movimentos organizados da profissão.

“O avanço da arquitetura (…) está intimamente ligado à vitória da campanha nacional que ora se desenvolve em prol da nova legislação do exercício da profissão do arquiteto.”
(Demétrio Ribeiro, 1959)

Mas e agora?
Muitos questionam: qual será o papel do IAB agora? Para que servirão as nossas entidades após a aprovação do CAU?
Nos últimos anos quase toda, senão toda, a energia e capacidade de mobilização do IAB foi empenhada na aprovação do CAU. A liderança do IAB foi fundamental para esta conquista, mas acabou por deixar de lado muitas outras questões importantes e urgentes que os arquitetos devem enfrentar e para as quais o IAB deve ser seu canal de manifestação pública.
Agora, em nosso entendimento, toca ao IAB recuperar os temas da CIDADE e da CULTURA.

IAB: Cidade e Cultura!

Cultura, porque o atual crescimento econômico do país ainda não está acompanhado do progresso cultural da nossa sociedade. Estamos consumindo mais, ganhando um pouco melhor, mas seguimos, genericamente, sendo uma sociedade inculta e atrasada. A sociedade brasileira segue com pouca capacidade de entender a nossa profissão e a importância da arquitetura e urbanismo. E nossa atuação profissional, como planejadores e construtores do espaço habitado, segue sendo pouco reconhecida e desvalorizada como atividade econômica.
A formação cultural e profissional do arquiteto também vem decaindo de qualidade, apesar ou talvez até em função, da profusão de novas faculdades.

Por outro lado, a Cidade padece, cada dia mais, vítima de um modelo urbano ultrapassado e predatório. O planejamento da cidade, capitaneado pela especulação imobiliária e pelo veículo privado, é equivocado e insustentável e não estamos assistindo um processo de reversão deste modelo, muito pelo contrário.
Cabe aos arquitetos – e portanto ao IAB – a vanguarda na luta pela qualificação das cidades e da legislação. Aplicar a letra da Lei já seria um grande avanço para nossas cidades. Cabe aos arquitetos – e portanto ao IAB – denunciar e combater a privatização do espaço público, seja pela segregação espacial seja pelo veículo privado, e cabe aos arquitetos e ao IAB enfrentar a ganância de grupos econômicos interessados exclusivamente em obter lucros, a despeito da função social da cidade.
A nossa atuação como pensadores da cidade – urbanismo, planejamento, edificações, patrimônio – e nossa busca pela qualidade espacial e ambiental não pode estar a serviço de uns poucos, mas sim deve buscar atender a toda a população.

O IAB tem condições de ser o meio para enfrentarmos estes desafios, desde que estejamos organizados e que tenhamos a capacidade de multiplicar nossos esforços. Muitos de nossos colegas esperam por esta liderança.

O IAB do Rio Grande do Sul tem hoje uma situação satisfatória do ponto de vista administrativo e financeiro. A gestão do presidente Sant’Ana empenhou-se muito na qualificação da administração e das finanças da entidade. Herdamos um IAB mais enxuto e eficiente, organizado, com um corpo de funcionários de alta qualidade, e um espaço físico e equipamentos adequados. Entretanto, a atual situação financeira não é estável, e dependerá de avanços na organização das rotinas ordinárias para chegarmos ao patamar que desejamos.

Nossa Plataforma de atuação para a próxima gestão traçou 4 grandes objetivos:
1. Recuperar a Liderança e Protagonismo do IAB: o IAB/RS como a grande referência cultural e política para os arquitetos;
2. Implantar uma Política de Interiorização para o IAB: o IAB/RS mais representativo com Núcleos ativos em todas as regiões do Rio Grande do Sul, e com uma atuação forte do Conselho Estadual;
3. Promover o Desenvolvimento Profissional dos arquitetos: o IAB/RS defendendo e promovendo a profissão e a formação, atuando para melhorar a remuneração profissional, aprofundando nossas relações institucionais, e colaborando com o CAU;
4. Garantir a Sustentabilidade Financeira do IAB: o IAB/RS independente e com mais autonomia e maior capacidade de ação, ampliando a quantidade de sócios e diversificando suas fontes de recursos.

A nova Diretoria pretende trabalhar uma gestão por projetos – a Usina de Projetos como batizou nosso colega Rogério Malinsky. Esta gestão por projetos nada mais é que a aplicação da mesma metodologia que usamos no do dia-a-dia da nossa profissão. Cada projeto terá seus objetivos, seu responsável, seu cronograma, seu orçamento e seu plano de ação. Estes projetos serão acompanhados por um Núcleo de Projetos, grupo de trabalho a ser formado, e que será responsável pela coordenação do conjunto das ações e projetos propostos e em andamento. Caberá à diretoria ampliar o número de colaboradores em cada um destes projetos e elaborar e gerir um plano de ação que integre os diferentes projetos, visando a sinergia entre eles em prol dos objetivos do IAB.
Alguns destes projetos são:
§ Solar: conclusão da obra e definição de um Projeto Cultural para ao Solar do IAB;
§ Concursos Públicos de Arquitetura: captação e organização, formação de coordenadores;
§ Assistência Técnica: ações concretas para a implantação da lei. E este é um tema que deve reforçar nossos laços de parceria com o Sindicato.
§ Programas de formação continuada: cursos, seminários, viagens de estudo;
§ Eventos culturais e de política profissional;
§ Publicações, Biblioteca e Acervo do IAB;
§ Premiações do IAB;
§ E outros.

A nova Diretoria pretende dar especial atenção à Comunicação com os sócios, e com o conjunto dos arquitetos, mas principalmente com a sociedade, através da qualificação das mídias do IAB e da diversificação das nossas ações de divulgação e informação.
A nova Diretoria pretende também aprofundar as relações de Parceria do IAB com as outras entidades, com as entidades do interior, com o CAU, com as faculdades, com órgãos públicos e administrações. Pretendemos estar mais presentes nos diversos conselhos municipais e estaduais recuperando e ampliando nossa participação nas discussões sobre a cidade e sobre os temas relacionados à nossa profissão.

Gostariamos de agradecer a presença dos colegas, amigos e familiares: agradecemos as autoridades presentes, em nome de todas citamos o colega e amigo Luis Carlos Busato; agradecemos a presença dos presidentes e dirigentes das entidades de arquitetos: Saergs, AAI, AsBEA, ABEA, Sergs; agradecemos a presença de todos os colegas do IAB, principalmente os vindos do interior do estado; agradecemos a presença dos dirigentes do IAB, principalmente dos ex-presidentes, que representam a perenidade das lutas e bandeiras do IAB; agradecemos a presença dos nossos maiores representantes no CAU: Roberto Py, presidente do CAU-RS e colega mais votado para o Conselho Estadual do IAB/RS; e Cesar Dorfman, Conselheiro Federal do CAU e membro do Conselho Superior do IAB/RS; agradeço aos ex-presidentes Danilo Landó e, saudosamente, ao José Albano Volkmer por terem abertos as portas do IAB para a renovação permitindo a participação dos jovens arquitetos; agradeço aos amigos e colegas da Nau de Arquitetos e Urbanistas – NAU; agradeço ao presidente Sant’Ana pela amizade e parceria, parabenizo-o pelo seu trabalho, convido-o a que siga presente e atuante; cumprimentamos também aos integrantes da diretoria e os membros dos conselhos da gestão anterior; agradecemoso empenho e profissionalismo dos funcionários do IAB: Madalena, Fernanda, Flávio e Marília; agradeço, pessoalmente, aos meus sócios e parceiros de escritório, assim como à minha família, pelo apoio e compreensão.

Finalmente, lembramos a todos, que nossa atuação no IAB é voluntária. Estaremos, durante estes dois anos, abrindo mão de um tempo precioso de nossas atividades profissionais e familiares para dedicar a uma causa coletiva. Com toda certeza, não conseguiremos realizar tudo o que o IAB necessita, muito menos o que os colegas merecem e esperam de nós. Nossa capacidade de realização será diretamente proporcional à resposta que obtivermos de vocês.
Conseguiremos realizar apenas aquilo que estiver ao nosso alcance. Mas quanto mais apoio e participação conseguirmos, mais longe iremos e mais objetivos poderemos alcançar.
Portanto, convocamos a todos para colaborar participando das atividades do IAB, propondo ações e temas, colaborando na elaboração de conteúdos, pagando suas anuidades, oferecendo-se como representantes em conselhos, convidando outros colegas, criticando e, principalmente, ajudando o IAB a construir as soluções que os arquitetos esperam.

IAB: Cidade e Cultura.
Muito obrigado, boas festas e feliz ano novo, o ano dois do CAU.

Tiago Holzmann da Silva
Presidente IAB/RS. Gestão 2012/2013.

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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