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Saúde urbana foi tema de debate no IAB-RS

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O mais recente encontro do ciclo "Quartas no IAB" tratou de saúde urbana. A mesa de discussão, ocorrida em 06 de novembro, teve apoio do curso de bacharelado em Saúde Coletiva da UFRGS e contou com a participação dos debatedores Julio Vargas, Luix Costa e Carlos Alberto Sant'Ana.
O IAB-RS acolheu um largo público de arquitetos e sanitaristas em formação, que pôde acompanhar a apresentação de professor da UFRGS Julio Vargas a respeito da disposição das cidades e sua implicações na saúde da população. O urbanista avaliou que o discurso da sustentabilidade urbano aliada ao transporte público é ainda incipiente. Apesar desta reflexão ter chegado a determinados setores da sociedade como a classe média esclarecida, ela “ainda não chegou às esferas decisórias que combinam o poder o poder governamental com com o poder econômico, onde os princípios de desenvolvimento econômico e territorial de meados do século XX ainda parecem imperar”.

Vargas pontuou que, apesar das cidades européias serem mais “caminháveis” do que as norte-americanas, mesmo os centros urbanos do Estados Unido dispõem de uma lógica de planejamento, coisa que não acontece na maioria das metrópoles brasileiras. Nossos simulacros de cidades de primeiro mundo têm problemas como vazios de urbanos à espera de valorização e  pereferias desassistidas de recursos de saúde e educação. “Porto Alegre demonstra problemas como obesidade populacional, pragas urbana e altos índices de tuberculose e AIDS: são sintomas de uma cidade que está 'apodrecendo'”, sentenciou ele.
Por sua vez, o militante Luix Castro compartilhou com os presentes sua experiência com movimentos sociais engajados em resistir ao modelo vigente de cidade. Ele citou que a luta pela preservação da Vila Chocolatão, próximo ao Centro, levava em conta o papel social de seus moradores, que limpavam a zona central da cidade. Mesmo que os moradores da localidade tenham se mudado para habitações materialmente melhores, muitos tiveram e abandora o novo espaço devido a diversas contingências.
Castro também frisou que a sociedade “tem gasto uma riqueza imensa por conta dos automóveis”, sendo a indústria automobilística uma da maiores beneficias nesse processo. O militante contou como o Bloco de Lutas tem pautado estas discussões e lembrou que, sem mobilização da sociedade, conquista feitas neste sentido podem ser perdidas.
O arquiteto Carlos Alberto Sant'Ana tratou da organização e desenho das cidades. O ex-presidente do IAB-RS lembrou que, até os anos 1950, havia planos mais claros sobre o modo como Porto Alegre deveria se desenvolver. No entanto, o sistema de gestão atual é “dominado por interesses corporativos, partidos políticos e outras organizações”.
A saúde de uma cidade poderia ser observada de vários modos, sendo que criminalidade e pixações denotam que há uma cidade doente. O convidado  ainda disse que o patrimônio cultural e histórico são altamente relevantes para estabelecer elos entre o passado e o cotidiano da população. O debate ainda contou com colocações e perguntas dos estudantes presentes.

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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