Receba Newsletter

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

“Será o cinema aquele que mais propagou a arquitetura?”, provoca Paulo Leônidas

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Ao longo de sua trajetória como arquiteto, Paulo Leônidas foi se dando conta da participação da arquitetura no cinema. É esta intersecção que Leônidas vem estudando nos últimos trinta anos. “Um voo rasante” sobre seus trabalhos e pesquisas nesta área foi o mote de sua palestra, na noite de quarta-feira, no evento Quarta no IAB, na sede da entidade, o Solar da rua General Canabarro.

Esta relação é tão antiga quanto o próprio cinema, defende Leônidas. Em sua palestra, ele apresentou as primeiras imagens do cinema, feitas pelos irmãos Lumiére, em 1895. As imagens mostram a saída dos trabalhadores da fábrica Lumiére, trazendo como plano de fundo a arquitetura da fábrica.
 

                                         “A arquitetura é o universo da narrativa”, sintetizou Paulo Leônidas.

Paulo Leônidas é destes entrevistados difíceis de classificar em poucas palavras, por atuar em diversas áreas. Se define como “um arquiteto que filma.” É arquiteto de formação. Lecionou História da Arte e da Arquiterura na UFRGS, na Uniritter e na renomada Architectural Association, de Londres. Desde a década de oitenta se dedica também ao cinema, tendo atuado como cenógrafo, diretor, diretor de arte e roteirista. “A arquitetura me levou até o cinema. E o cinema me ajudou a entender a arquitetura”, afirma.

A partir desta época, passou a ser comum nas produções nacionais de cinema terem um arquiteto ou um grupo de arquitetos pensando o cenário, a arquitetura. “O processo lógica de criação é o mesmo, os programas utilizados são os mesmos e muitas vezes os materiais também. O cinema constrói espaços.”
 

Três diálogos entre arquitetura e cinema
 

 
O tema da palestra foi “Arquitetura e cinema: três diálogos.” Os diálogos abordados foram o espaço real, quando o cinema se apropria da arquitetura existente, os cenários, criados a partir da arquitetura real de determinada local e tempo histórico, e a visão distópica, das cidades futuristas, quando o cinema inventa projetos arquitetônicos.

Para demonstrar a proximidade entre as duas áreas, ele cita três semelhanças entre cinema e arquitetura. A primeira delas é que ambas constroem espaços. A segunda, são atividades que precisam de muita gente serem realizadas. E a terceira é que, mesmo com tantos envolvidos, são obras com um autor único.

“Para tu fazeres a Torre Eiffel, tu precisa de muita gente. Para fazer o 2001: Uma odisseia no espaço, pô, olha o baita rol, um monte gente. Mas mesmo não podendo abrir mão de tanta gente, as duas têm um autor, um criador, um ser individual. A Torre Eiffel é do Gustave Eiffel. 2001 é do Stanley Kubrick.”

Uma das provocações trazida por Leônidas para o debate foi: “Será o cinema aquele que mais propagou a arquitetura, muito mais que os próprios livros de arquitetura? Porque o cinema é visto por milhões, é um canhão da arquitetura. As pessoas vão a Oxford para visitar a escola onde foi gravado o Harry Potter. Porque viram no filme.”

Atualmente, Paulo Leônidas se dedica à produção de duas séries de televisão, com roteiros seus: uma documental, sobre economia azul, para a TV Cultura e outra ficcional, uma série policial que será rodada em Gramado que vai ao ar no Canal Brasil e na TV espanhola. Além das séries, está em andamento uma pesquisa sobre a visão das cidades brasileiras através dos filmes.

Para 2018, projeta rodar um longa metragem, com um roteiro seu, premiado recentemente na Argentina.

FONTES:
TEXTO: Matheus Chaparini/ Jorna JÁ.
FOTOS: Sabrina Ortácio – Assessoria de Imprensa IAB RS
LINK JORNA JÁ: http://www.jornalja.com.br/sera-o-cinema-aquele-que-mais-propagou-a-arquitetura-provoca-paulo-leonidas/ 

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

Outras Notícias

Outras Notícias