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O espaço dos espaços – Crônica de Francisco Riopardense de Macedo

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Há poucos anos nos envolvíamos na crítica à qualidade de vida na cidade grande e ainda víamos, com clareza, a roda de chimarrão na beira da calçada e os vizinhos sentados nos bancos e cadeiras que a gurizada trazia. Saía um entravam dois. Mais três levantavam, outros sentavam. Chegavam e saíam. E assim continuavam, botando conversa fora, até que a madrugada enfrentava a noite e transferiam o mais que daquilo tudo pudesse interessar para a próxima.
Roda de chimarrão à beira da calçada.
Às vezes faltava um mas no dia seguinte iam dois – um nascimento – outras vezes faltavam dois e só voltava mais um, e assim amarravam o dia com a noite e a noite com o outro dia ficando ficando, no espaço tempo o tempo espaço para a
Roda de chimarrão à beira do passeio.
Até que gradearam as janelas, depois as portas, logo as portas e janelas e mais o jardim fronteiro com medo de assaltante. Grades altas como o muro do presídio que garantiam a prisão do livre. Fora abolida, definitivamente, a
Roda de chimarrão do fim da tarde.
Certa vez, há muito tempo, escrevi esta epígrafe: / um dia todos se reunirão fora de casa para a festa da vida / formas, cores e sons / para o banquete da existência. / Não haverá ódio / nem preconceitos / nem medo…/ Por enquanto vamos preparar os espaços.
Valerá o esforço? Haverá espaço urbano? Poderá o IAB, no seu novo jornal dedicar um espaço para os espaços? Francisco Riopardense de Macedo
14jul2000

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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