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O trapiche e o lago – Crônica de Francisco Riopardense de Macedo

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Caminhos cruzados marcam o início da formação urbana. Avenida Sepúlveda e rua General Câmara – o acesso – e rua da Praia – oeste/leste – a linha de abastecimento e primeira ocupação. O primeiro destes caminhos se constitui de dois trechos: um do “trapiche” à rua da Praia e outro da Matriz à mesma rua da Praia, com essa desenhando uma ‘cruz’, onde se apóia o início do estudo da evolução urbana. A sucessão dos nomes atribuídos inicialmente ao primeiro espaço é boa indicação para intuir a primeira utilização dele. Ponto de inflexão entre o caminho terrestre e o rio, de múltiplo interesse para o abastecimento dos estancieiros que viviam perto da Capela Grande (Viamão), não devem ser considerados como nomes oficiais. Entre outros podem ser relacionados: porto de Ornelas (1732), porto de Sebastião Francisco Chaves (1732), Campos de Dentro de Viamão, Porto de São Francisco, Porto dos Casais e Porto Alegre. O certo é que, na terceira década do século XVIII, como se vê, o espaço já era usado como eixo da área funcional onde a circulação se firmaria e o comércio se estabelecia (1732), registrando o início de elementar ocupação. “Foi ali que se construía uma ‘capela’…coberta de palha tendo como orago São Francisco das Chagas, elevada a curato em 3 de dezembro de 1747… Assim se propunha aquela área a servir ao Tratado de Madri (1750) pelo qual a Espanha entregaria a Portugal a região de Rio Grande de São Pedro a ela pertencente desde o Tratado de Tordesilhas.” Ali desembarcaram os açorianos, em 1752, e quando foi criada a Freguezia de N.S. de Madre de Deus (1772), o entorno do ‘trapiche’ não era mais o Lago de Viamão. “…agora era um porto considerado alegre que dava nome ao lago e à cidade, hoje se chama um e outra coisa Porto Alegre.” Francisco Riopardense de Macedo Engenheiro, Urbanista, Professor Titular de Arquitetura Paisagista FARQ/UFRGS

Por: Diretoria Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB

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